sexta-feira, 13 de junho de 2014

RECURSOS E ESTRATÉGIAS EM BAIXA TECNOLOGIA PARA APOIAR O ALUNO COM TGD/TEA

Recursos na Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) são recursos destinados às pessoas sem fala ou sem escrita funcional ou em defasagem entre sua necessidade comunicativa e sua habilidade e/ou escrever (BERSCH & SCHIRMER, 2005).

Tecnologia Assistiva é um termo ainda novo, utilizado para identificar todo o arsenal de Recursos e Serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e, consequentemente, promover Vida Independente e Inclusão.

Os recursos devem ser selecionados de forma personalizada e levar em consideração várias características que atendam às necessidades deste tipo de pessoa. Podendo ser utilizado em todo ambiente escolar e familiar, facilitando assim a compreensão e a aproximação dos mesmos na utilização posterior deste recurso. Devendo ser confeccionado pelo professor do Atendimento Educacional Especializado - AEE em parceria com o professor da escola comum, com a família e com outros profissionais, que atuam conjuntamente com o aluno.



Cartões de Comunicação




Descrição de imagem:
A imagem apresenta vários cartões de comunicação com símbolos gráficos representativos de mensagens. Os cartões estão organizados por categorias de símbolos e cada categoria se distingue por apresentar uma cor de moldura diferente: cor de rosa são os cumprimentos e demais expressões sociais, (visualiza-se o símbolo "tchau"); amarelo são os sujeitos, (visualiza-se o símbolo "mãe"); verde são os verbos (visualiza-se o símbolo "desenhar") ; laranja são os substantivos (visualiza-se o símbolo "perna"), azuis são os adjetivos (visualiza-se o símbolo "gostoso") e branco são símbolos diversos que não se enquadram nas categorias anteriormente citadas (visualiza-se o símbolo "fora"). 


Prancha de comunicação com símbolos, fotos ou figuras



Descrição de imagem:
Uma pasta do tipo arquivo, contendo várias páginas de sacos plásticos transparentes está sobre o colo de um usuário de CA. Cada página representa uma prancha de comunicação temática e na imagem visualiza-se a prancha com o tema "animais".



segunda-feira, 21 de abril de 2014

INFORMATIVO: Diferenças entre SURDOCEGUEIRA e DMU

     Para Lagati (1995, p.306), a Surdocegueira é uma condição que apresenta outras dificuldades além daquelas causadas pela cegueira e pela surdez. Enquanto que as pessoas com deficiência múltiplas são consideradas aquelas que “têm mais de uma deficiência associada. É uma condição heterogênea que identifica diferentes grupos de pessoas, revelando associações diversas de deficiências que afetam, mais ou menos intensamente, o funcionamento individual e o relacionamento social” (MEC/SEESP,2002)
       Para Mc Innes (1999), a premissa básica é que a surdocegueira é uma deficiência única que requer uma abordagem específica para favorecer a pessoa com surdocegueira e um sistema para dar este suporte. O mesmo autor (1999) relata ainda que muitos indivíduos com surdocegueira congênita ou que a adquiram precocemente têm deficiências associadas como: físicas e intelectuais. Indivíduos com surdocegueira demonstram dificuldades em observar, compreender e imitar o comportamento de membros da família ou de outros que venha entrar em contato, devido à combinação das perdas visuais e auditivas que apresentam. Para as características específicas apresentadas pelas pessoas com deficiência múltiplas lançam desafios à escola e aos profissionais que com elas trabalham no que diz respeito à elaboração de situações de aprendizagem a serem desenvolvidas para que sejam alcançados resultados positivos ao longo do processo de inclusão. Esses alunos constituem um grupo com características específicas e peculiares e, consequentemente, com necessidades únicas.
        De acordo com o Fasc.05 sobre Surdocegueira e Deficiência Múltiplas (2010), vimos que  diante das necessidades específicas das pessoas com surdocegueira e com deficiência múltiplas, favorecer o desenvolvimento do esquema corporal da pessoa com surdocegueira ou com deficiência múltipla é extrema importância. Para que a pessoa possa se auto perceber e perceber o mundo exterior, devemos buscar sua verticalidade, o equilíbrio postural, a articulação e a harmonização de seus movimentos; a autonomia em deslocamentos e movimentos; o aperfeiçoamento das coordenações viso motora, motora global e fina; e o desenvolvimento da força muscular. As pessoas com surdocegueira e com deficiência múltipla, que não apresentam graves problemas motores, precisam aprender a usar as duas mãos. Isso para servir como tentativas de minorar as eventuais estereotipias motoras e pela necessidade do uso de ambas para o desenvolvimento de um sistema estruturado de comunicação.
     Uma das importantes estratégias de intervenção para estabelecimento da comunicação com a criança com  surdocegueira,  é a utilização da técnica mão-sobre-mão: a mão do professor é colocada em cima da mão do aluno, de forma a orientar o seu movimento, o professor tem o controle da situação ou  a mãos sob mão: a mão do professor é colocada em baixo da mão do aluno de modo a orientar o seu movimento, mas não a controla, convida a pessoa com deficiência a explorar com segurança  o meio em que vivi a si e ao outro.  Por outro lado, as estratégias de comunicação para pessoas com D.M.U ocorrem através de todas as interações de comunicação e atividades de aprendizagem respeitando a individualidade e a dignidade de cada aluno com deficiência múltiplas. Isto se refere a pessoas que possuem como características a necessidade de ter alguém que possa mediar seu contato com o meio. Assim, ocorrerá o estabelecimento de códigos comunicativos entre o deficiente múltiplo e o receptor. Esse mediador terá a responsabilidade de ampliar o conhecimento do mundo ao redor dessa pessoa, visando a lhe proporcionar autonomia e independência.


Referência: Coleção. A Educação Especial na Perspectiva da Educação Escolar-Fascículo 05-Surdocegueira e Deficiência Múltiplas (2010).   

segunda-feira, 17 de março de 2014

Educação Escolar PS

Resumo do Texto “ Educação escolar de pessoas com surdez- Atendimento Educacional Especializado em Construção” de Mirlene Ferreira Macedo Damázio e Josimário de Paulo Ferreira.



 


        De acordo com o texto mencionado acima, aproximadamente há dois séculos, existe um embate político e epistemológico entre os gestualistas e os oralistas que acabam colocando a pessoa com surdez numa condição desvalorizada ,inferior a dos ouvintes, centrando e responsabilizando o sucesso ou o fracasso escolar com base na adoção de uma ou de outra língua. No entanto ,esquecem de rever a qualidade e na eficiência das práticas pedagógicas adotadas.

      Rompemos com o paradigma da dicotomização entre oralistas e gestualista ,visto que não colabora para o desenvolvimento das pessoas com surdez, pois sua atenção centra-se par a o problema da língua em si.

      Partindo da perspectiva de uma sociedade e de uma educação inclusiva, é necessário discutir que, mais do que uma língua, as pessoas com surdez precisam ambientes educacionais estimuladores, que desafiem o pensamento e exercitem a sua capacidade perceptivo-cognitiva. Porém, a aquisição da língua de sinais , de fato , não garantia de uma aprendizagem significativa, sendo que vista por essa lógica as crianças ouvinte não teriam problema de aproveitamento escolar, o que deve-se analisar são as práticas pedagógicas adotadas.

      Diante do exposto, legitimamos a abordagem bilíngue e aplicamos a obrigatoriedade dos dispositivos legais do Decreto 5.626 de 5 de dezembro de 2005, que determina o direito de uma educação que garanta a formação da pessoa com surdez, em que a Língua Brasileira de Sinais e a Língua Portuguesa, preferencialmente na sua modalidade escrita, constituam línguas de instrução, e que o acesso às duas línguas ocorra de forma simultânea no ambiente escolar, colaborando para o desenvolvimento de todo o processo educativo. 
 
      Nesse contexto de compreensão é que legitimamos a construção do Atendimento Educacional Especializado para pessoas com surdez, instituído por meio da Política Nacional de Educação na perspectiva Inclusiva, que disponibiliza serviços e recursos .Esse atendimento estabelece como ponto de partida compreensão e o reconhecimento do potencial e das capacidades desse ser humano, vislumbrando o seu pleno desenvolvimento e aprendizagem.

       Pensando em um trabalho voltado para eliminar as barreiras e entraves presentes no desenvolvimento da pessoa com surdez , a autora sugere de forma didática o trabalho do Atendimento Educacional Especializado, envolvendo os três momentos didático-pedagógicos, que são Atendimento Educacional Especializado em Libras, Atendimento Educacional Especializado para o ensino da Língua Portuguesa e Atendimento Educacional Especializado para o ensino de Libras.

      O AEE para PS de acordo com Damázio, é pensar na riqueza metodológica e de recursos que irão auxiliar na aprendizagem desses alunos. É uma ação voltada para o potencial natural que esses seres humanos têm ,independente da deficiência .Outro ponto de destaque nesse processo é o fato de romper com essa confusão nas práticas pedagógicas e nas ações e funções dos profissionais que atuam em prol da educação das pessoas com surdez.


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013


Atividade Descrição e audiodescrição

A audiodescrição é o recurso que permite a inclusão de pessoas com deficiência visual em cinema, teatro e programas de televisão. No Brasil, segundo dados do IBGE, existem aproximadamente 16,5 milhões de pessoas com deficiência visual total e parcial, que encontram-se excluídos da experiência audiovisual e cênica.
A acessibilidade nos meios de comunicação é um tema que está em pauta no mundo todo. Os esforços neste sentido visam não apenas proporcionar o acesso a produtos culturais a uma parcela da população que se encontra excluída, como também estabelecer um novo patamar de igualdade baseado na valorização da diversidade. 









Legenda: tira cômica, sem título, com a personagem argentina Mafalda, do cartunista Quino.
Descrição: a tirinha colorida, com 4 quadros, mostra Mafalda, uma menininha de aproximadamente 7 anos, com blusa vermelha de gola branca, laço vermelho no cabelo preto com franja, lendo um livro, que está sobre uma mesa redonda. Suas falas estão dentro de balões.
Q1 – Mafalda debruçada sobre o livro, com a mão segurando o rosto, lê: Ema vê a mesa da sala de estar.
Q2 – Mafalda vira-se para o lado e pergunta: Mamãe, o que é sala de estar?
Q3 – Sentada à mesa, com as mãos sobre o livro, ela escuta a resposta: É living. Ela responde: Ah, bom!
Q4 – Mafalda, com a testa franzida e debruçada sobre o livro e a mão segurando o rosto, reclama: Afinal, por que eles não escrevem esses livros na língua da gente?


Tirinha disponível em:
BRASIL. Nota Técnica, Nº 21. Orientações para descrição de imagem na geração de material digital acessível - Mecdaisy. MEC/SECADI/DPEE, 2012. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=10538&Itemid=.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Jogos e atividades que podem favorecer o desenvolvimento e aprendizagem de alunos com deficiência intelectual



O lúdico favorece a autoestima
da criança e a interação de seus pares,
propiciando situações de aprendizagem e
desenvolvimento de suas capacidades cognitivas.

Jogo da Quantidade



Este é um jogo muito interessante para o professor trabalhar com alunos que apresentam dificuldades de compreender a relação do concreto com o abstrato.

É um jogo simples e de baixo custo, mas que favorece o aprendizado e o desenvolvimento do raciocínio lógico matemático. Usando a criatividade o professor pode adaptá-lo de modo a atender as necessidades de seus alunos.

Objetivos:
* Quantificar os números associando o numeral à quantidade;

* Desenvolver o raciocínio lógico matemático por meio de material concreto.

Material:
Caixa de ovo ,sementes (feijão, milho) e ficha com números.

* Procedimento:
Para a confecção do jogo é necessário colocar uma ficha com um número diferente em cada local onde é colocado o ovo. As crianças deverão colocar a quantidade de sementes correspondentes ao número registrado em cada buraquinho.

JOGO DA MEMÓRIA





Objetivos:

  •  Estimular a memória;
  • Desenvolver o raciocínio lógico;
  • Desenvolver a capacidade de observação e concentração.

O jogo da memória é um clássico jogo formado por peças que apresentam uma figura em um dos lados. Cada figura se repete em duas peças diferentes. Para começar o jogo, as peças são postas com as figuras voltadas para baixo, para que não possam ser vistas. Cada participante deve, na sua vez, virar duas peças e deixar que todos as vejam. Caso as figuras sejam iguais, o participante deve recolher consigo esse par. Se forem peças diferentes, estas devem ser viradas novamente, e sendo passada a vez ao participante seguinte. Ganha o jogo quem tiver descoberto mais pares, quando todos eles tiverem sido recolhidos.


domingo, 8 de setembro de 2013

A área da tecnologia assistiva que se destina especificamente à ampliação de habilidades de comunicação é denominada de Comunicação Alternativa (CA). A comunicação alternativa destina-se a pessoas sem fala ou sem escrita funcional ou em defasagem entre sua necessidade comunicativa e sua habilidade de falar e/ou escrever.
A CA pode acontecer sem auxílios externos e, neste caso, ela valoriza a expressão do sujeito, a partir de outros canais de comunicação diferentes da fala: gestos, sons, expressões faciais e corporais podem ser utilizados e identificados socialmente para manifestar desejos, necessidades, opiniões, posicionamentos, tais como: sim, não, olá, tchau, banheiro, estou bem, sinto dor, quero (determinada coisa para a qual estou apontando), estou com fome e outros conteúdos de comunicação necessários no cotidiano.
Com o objetivo de ampliar ainda mais o repertório comunicativo que envolve habilidades de expressão e compreensão, são organizados e construídos auxílios externos como cartões de comunicação, pranchas de comunicação, pranchas alfabéticas e de palavras, vocalizadores ou o próprio computador que, por meio de software específico, pode tornar-se uma ferramenta poderosa de voz e comunicação. Os recursos de comunicação de cada pessoa são construídos de forma totalmente personalizada e levam em consideração várias características que atendem às necessidades deste usuário.
O termo Comunicação Aumentativa e Alternativa foi traduzido do inglês Augmentative and Alternative Communication - AAC. Além do termo resumido "Comunicação Alternativa", no Brasil encontramos também as terminologias "Comunicação Ampliada e Alternativa - CAA" e "Comunicação Suplementar e Alternativa - CSA".
Prancha de
comunicação
com símbolos, fotos ou figuras

 
Descrição de imagem:
Uma pasta do tipo arquivo, contendo várias páginas de sacos plásticos transparentes está sobre o colo de um usuário de CA. Cada página representa uma prancha de comunicação temática e na imagem visualiza-se a prancha com o tema "animais".

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Disciplina: AEE
Aluna: Antonia Liliana Fernandes
O Atendimento Educacional Especializado–AEE, um serviço da Educação Especial, prescrito pela Política Nacional da Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva /2008,surge como uma das inovações assegurando  a inclusão  de alunos público alvo da educação especial, nas salas de aula comum de ensino .
 Dentro desse contexto ,destaco o importante papel do professor do AEE ,pois está nele o compromisso de propor atividades que permitam eliminar barreiras e otimizar a aprendizagem dos alunos e sua inclusão no ensino regular .A ação de complementar ou suplementar a formação do aluno através dos serviços da Sala de Recursos Multifuncional garantirá a plena participação do aluno na sociedade. 
O professor do AEE exerce um importantíssimo papel para construção do conhecimento do aluno, porém, todo processo só é possível se buscarmos um aprofundamento de suas características para conhecermos suas particularidades . Para tanto ,é imprescindível a realização do estudo de caso. O estudo de caso permite a descoberta das relações que normalmente não compreenderíamos apenas nas situações  escolares, mas  sim nas relações que estabelecemos entre família e escola.
O estudo de caso é muito importante para o desenvolvimento do trabalho do professor do AEE, porque a partir dele o professor pode analisar e conhecer as dificuldades de aprendizagem , elaboração do plano de AEE, contendo nele sugestões e intervenções que venham sanar as dificuldades detectadas, trabalhando as peculiaridades de cada aluno. Nele há uma previsão de atividades que devem ser aplicadas tanto na Sala de Recursos Multifuncional, como também de outras que serão realizadas em sala de aula em interlocução com os outros professores. Nele deve prevê articulação também com a família para o acompanhamento do desenvolvimento do aluno com deficiência.

Compreender os princípios do AEE é assegurar o direito às diferenças nas escolas para todos.