terça-feira, 1 de julho de 2014



Texto “ O modelo dos Modelos” do autor Ítalo Calvino e sua relação com o AEE.

De acordo com a leitura do texto “ O modelo dos Modelos” do autor Ítalo Calvino, vimos que de início o senhor Palomar constrói um modelo na mente, o mais perfeito, lógico, geométrico possível [...]. Para o senhor Palomar, é preciso desconstruir para construir e que não há modelos ideias, modelos necessitam serem adaptados, testados, modificados e transformados a cada casos práticos. Diante de sua regra, quanto mais modelos criados, mais chances de chegarmos a um modelo mais acessível a realidade. [...] Analisando assim as coisas, o modelo dos modelos almejado por Palomar deverá servir para obter modelos transparentes, diáfanos, sutis como teias de aranha; talvez até mesmo para dissolver os modelos, ou até mesmo para dissolver-se a si próprio.

Diante do exposto no texto, é notório a relação entre suas ideias com o trabalho do AEE, pois o professor do Atendimento educacional Especializado é um profissional que atua sobre as peculiaridades de cada aluno, provendo recursos, meios, equipamentos, linguagens e conhecimentos que os possibilitem a participar e permanecer com sucesso na escola. Para isso, não um modelo pronto para ser aplicado a cada aluno e desse modo, o AEE desafia o professor a encontrar saídas, descobrindo, criando e recriando o que pode ser funcional, ou seja, que possa suprir as necessidades de cada um. Sabemos que cada aluno é um ser em construção, em processo de descobertas, e antes de tudo é ser único, que possui suas próprias características, suas necessidades, limitações, mas que também apresenta suas potencialidades.

Portanto, assim como o senhor palomar, o trabalho do AEE, não deve e não pode prender-se a “modelos”, visto que toda as suas atribuições requer muita dedicação, estudo e um trabalho coerente com os princípios da inclusão que tanto defendemos.


Modelo dos Modelos é um excelente texto, nos leva a uma reflexão importante em relação ao nosso papel enquanto professores do AEE e ainda sobre nossa postura para a construção da inclusão no cotidiano das escolas. É necessário o desenvolvimento de ações  articuladoras, transformadoras para a garantia de condições de acesso, participação e aprendizagem dos alunos. 

sexta-feira, 13 de junho de 2014

RECURSOS E ESTRATÉGIAS EM BAIXA TECNOLOGIA PARA APOIAR O ALUNO COM TGD/TEA

Recursos na Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) são recursos destinados às pessoas sem fala ou sem escrita funcional ou em defasagem entre sua necessidade comunicativa e sua habilidade e/ou escrever (BERSCH & SCHIRMER, 2005).

Tecnologia Assistiva é um termo ainda novo, utilizado para identificar todo o arsenal de Recursos e Serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e, consequentemente, promover Vida Independente e Inclusão.

Os recursos devem ser selecionados de forma personalizada e levar em consideração várias características que atendam às necessidades deste tipo de pessoa. Podendo ser utilizado em todo ambiente escolar e familiar, facilitando assim a compreensão e a aproximação dos mesmos na utilização posterior deste recurso. Devendo ser confeccionado pelo professor do Atendimento Educacional Especializado - AEE em parceria com o professor da escola comum, com a família e com outros profissionais, que atuam conjuntamente com o aluno.



Cartões de Comunicação




Descrição de imagem:
A imagem apresenta vários cartões de comunicação com símbolos gráficos representativos de mensagens. Os cartões estão organizados por categorias de símbolos e cada categoria se distingue por apresentar uma cor de moldura diferente: cor de rosa são os cumprimentos e demais expressões sociais, (visualiza-se o símbolo "tchau"); amarelo são os sujeitos, (visualiza-se o símbolo "mãe"); verde são os verbos (visualiza-se o símbolo "desenhar") ; laranja são os substantivos (visualiza-se o símbolo "perna"), azuis são os adjetivos (visualiza-se o símbolo "gostoso") e branco são símbolos diversos que não se enquadram nas categorias anteriormente citadas (visualiza-se o símbolo "fora"). 


Prancha de comunicação com símbolos, fotos ou figuras



Descrição de imagem:
Uma pasta do tipo arquivo, contendo várias páginas de sacos plásticos transparentes está sobre o colo de um usuário de CA. Cada página representa uma prancha de comunicação temática e na imagem visualiza-se a prancha com o tema "animais".



segunda-feira, 21 de abril de 2014

INFORMATIVO: Diferenças entre SURDOCEGUEIRA e DMU

     Para Lagati (1995, p.306), a Surdocegueira é uma condição que apresenta outras dificuldades além daquelas causadas pela cegueira e pela surdez. Enquanto que as pessoas com deficiência múltiplas são consideradas aquelas que “têm mais de uma deficiência associada. É uma condição heterogênea que identifica diferentes grupos de pessoas, revelando associações diversas de deficiências que afetam, mais ou menos intensamente, o funcionamento individual e o relacionamento social” (MEC/SEESP,2002)
       Para Mc Innes (1999), a premissa básica é que a surdocegueira é uma deficiência única que requer uma abordagem específica para favorecer a pessoa com surdocegueira e um sistema para dar este suporte. O mesmo autor (1999) relata ainda que muitos indivíduos com surdocegueira congênita ou que a adquiram precocemente têm deficiências associadas como: físicas e intelectuais. Indivíduos com surdocegueira demonstram dificuldades em observar, compreender e imitar o comportamento de membros da família ou de outros que venha entrar em contato, devido à combinação das perdas visuais e auditivas que apresentam. Para as características específicas apresentadas pelas pessoas com deficiência múltiplas lançam desafios à escola e aos profissionais que com elas trabalham no que diz respeito à elaboração de situações de aprendizagem a serem desenvolvidas para que sejam alcançados resultados positivos ao longo do processo de inclusão. Esses alunos constituem um grupo com características específicas e peculiares e, consequentemente, com necessidades únicas.
        De acordo com o Fasc.05 sobre Surdocegueira e Deficiência Múltiplas (2010), vimos que  diante das necessidades específicas das pessoas com surdocegueira e com deficiência múltiplas, favorecer o desenvolvimento do esquema corporal da pessoa com surdocegueira ou com deficiência múltipla é extrema importância. Para que a pessoa possa se auto perceber e perceber o mundo exterior, devemos buscar sua verticalidade, o equilíbrio postural, a articulação e a harmonização de seus movimentos; a autonomia em deslocamentos e movimentos; o aperfeiçoamento das coordenações viso motora, motora global e fina; e o desenvolvimento da força muscular. As pessoas com surdocegueira e com deficiência múltipla, que não apresentam graves problemas motores, precisam aprender a usar as duas mãos. Isso para servir como tentativas de minorar as eventuais estereotipias motoras e pela necessidade do uso de ambas para o desenvolvimento de um sistema estruturado de comunicação.
     Uma das importantes estratégias de intervenção para estabelecimento da comunicação com a criança com  surdocegueira,  é a utilização da técnica mão-sobre-mão: a mão do professor é colocada em cima da mão do aluno, de forma a orientar o seu movimento, o professor tem o controle da situação ou  a mãos sob mão: a mão do professor é colocada em baixo da mão do aluno de modo a orientar o seu movimento, mas não a controla, convida a pessoa com deficiência a explorar com segurança  o meio em que vivi a si e ao outro.  Por outro lado, as estratégias de comunicação para pessoas com D.M.U ocorrem através de todas as interações de comunicação e atividades de aprendizagem respeitando a individualidade e a dignidade de cada aluno com deficiência múltiplas. Isto se refere a pessoas que possuem como características a necessidade de ter alguém que possa mediar seu contato com o meio. Assim, ocorrerá o estabelecimento de códigos comunicativos entre o deficiente múltiplo e o receptor. Esse mediador terá a responsabilidade de ampliar o conhecimento do mundo ao redor dessa pessoa, visando a lhe proporcionar autonomia e independência.


Referência: Coleção. A Educação Especial na Perspectiva da Educação Escolar-Fascículo 05-Surdocegueira e Deficiência Múltiplas (2010).   

segunda-feira, 17 de março de 2014

Educação Escolar PS

Resumo do Texto “ Educação escolar de pessoas com surdez- Atendimento Educacional Especializado em Construção” de Mirlene Ferreira Macedo Damázio e Josimário de Paulo Ferreira.



 


        De acordo com o texto mencionado acima, aproximadamente há dois séculos, existe um embate político e epistemológico entre os gestualistas e os oralistas que acabam colocando a pessoa com surdez numa condição desvalorizada ,inferior a dos ouvintes, centrando e responsabilizando o sucesso ou o fracasso escolar com base na adoção de uma ou de outra língua. No entanto ,esquecem de rever a qualidade e na eficiência das práticas pedagógicas adotadas.

      Rompemos com o paradigma da dicotomização entre oralistas e gestualista ,visto que não colabora para o desenvolvimento das pessoas com surdez, pois sua atenção centra-se par a o problema da língua em si.

      Partindo da perspectiva de uma sociedade e de uma educação inclusiva, é necessário discutir que, mais do que uma língua, as pessoas com surdez precisam ambientes educacionais estimuladores, que desafiem o pensamento e exercitem a sua capacidade perceptivo-cognitiva. Porém, a aquisição da língua de sinais , de fato , não garantia de uma aprendizagem significativa, sendo que vista por essa lógica as crianças ouvinte não teriam problema de aproveitamento escolar, o que deve-se analisar são as práticas pedagógicas adotadas.

      Diante do exposto, legitimamos a abordagem bilíngue e aplicamos a obrigatoriedade dos dispositivos legais do Decreto 5.626 de 5 de dezembro de 2005, que determina o direito de uma educação que garanta a formação da pessoa com surdez, em que a Língua Brasileira de Sinais e a Língua Portuguesa, preferencialmente na sua modalidade escrita, constituam línguas de instrução, e que o acesso às duas línguas ocorra de forma simultânea no ambiente escolar, colaborando para o desenvolvimento de todo o processo educativo. 
 
      Nesse contexto de compreensão é que legitimamos a construção do Atendimento Educacional Especializado para pessoas com surdez, instituído por meio da Política Nacional de Educação na perspectiva Inclusiva, que disponibiliza serviços e recursos .Esse atendimento estabelece como ponto de partida compreensão e o reconhecimento do potencial e das capacidades desse ser humano, vislumbrando o seu pleno desenvolvimento e aprendizagem.

       Pensando em um trabalho voltado para eliminar as barreiras e entraves presentes no desenvolvimento da pessoa com surdez , a autora sugere de forma didática o trabalho do Atendimento Educacional Especializado, envolvendo os três momentos didático-pedagógicos, que são Atendimento Educacional Especializado em Libras, Atendimento Educacional Especializado para o ensino da Língua Portuguesa e Atendimento Educacional Especializado para o ensino de Libras.

      O AEE para PS de acordo com Damázio, é pensar na riqueza metodológica e de recursos que irão auxiliar na aprendizagem desses alunos. É uma ação voltada para o potencial natural que esses seres humanos têm ,independente da deficiência .Outro ponto de destaque nesse processo é o fato de romper com essa confusão nas práticas pedagógicas e nas ações e funções dos profissionais que atuam em prol da educação das pessoas com surdez.