segunda-feira, 17 de março de 2014

Educação Escolar PS

Resumo do Texto “ Educação escolar de pessoas com surdez- Atendimento Educacional Especializado em Construção” de Mirlene Ferreira Macedo Damázio e Josimário de Paulo Ferreira.



 


        De acordo com o texto mencionado acima, aproximadamente há dois séculos, existe um embate político e epistemológico entre os gestualistas e os oralistas que acabam colocando a pessoa com surdez numa condição desvalorizada ,inferior a dos ouvintes, centrando e responsabilizando o sucesso ou o fracasso escolar com base na adoção de uma ou de outra língua. No entanto ,esquecem de rever a qualidade e na eficiência das práticas pedagógicas adotadas.

      Rompemos com o paradigma da dicotomização entre oralistas e gestualista ,visto que não colabora para o desenvolvimento das pessoas com surdez, pois sua atenção centra-se par a o problema da língua em si.

      Partindo da perspectiva de uma sociedade e de uma educação inclusiva, é necessário discutir que, mais do que uma língua, as pessoas com surdez precisam ambientes educacionais estimuladores, que desafiem o pensamento e exercitem a sua capacidade perceptivo-cognitiva. Porém, a aquisição da língua de sinais , de fato , não garantia de uma aprendizagem significativa, sendo que vista por essa lógica as crianças ouvinte não teriam problema de aproveitamento escolar, o que deve-se analisar são as práticas pedagógicas adotadas.

      Diante do exposto, legitimamos a abordagem bilíngue e aplicamos a obrigatoriedade dos dispositivos legais do Decreto 5.626 de 5 de dezembro de 2005, que determina o direito de uma educação que garanta a formação da pessoa com surdez, em que a Língua Brasileira de Sinais e a Língua Portuguesa, preferencialmente na sua modalidade escrita, constituam línguas de instrução, e que o acesso às duas línguas ocorra de forma simultânea no ambiente escolar, colaborando para o desenvolvimento de todo o processo educativo. 
 
      Nesse contexto de compreensão é que legitimamos a construção do Atendimento Educacional Especializado para pessoas com surdez, instituído por meio da Política Nacional de Educação na perspectiva Inclusiva, que disponibiliza serviços e recursos .Esse atendimento estabelece como ponto de partida compreensão e o reconhecimento do potencial e das capacidades desse ser humano, vislumbrando o seu pleno desenvolvimento e aprendizagem.

       Pensando em um trabalho voltado para eliminar as barreiras e entraves presentes no desenvolvimento da pessoa com surdez , a autora sugere de forma didática o trabalho do Atendimento Educacional Especializado, envolvendo os três momentos didático-pedagógicos, que são Atendimento Educacional Especializado em Libras, Atendimento Educacional Especializado para o ensino da Língua Portuguesa e Atendimento Educacional Especializado para o ensino de Libras.

      O AEE para PS de acordo com Damázio, é pensar na riqueza metodológica e de recursos que irão auxiliar na aprendizagem desses alunos. É uma ação voltada para o potencial natural que esses seres humanos têm ,independente da deficiência .Outro ponto de destaque nesse processo é o fato de romper com essa confusão nas práticas pedagógicas e nas ações e funções dos profissionais que atuam em prol da educação das pessoas com surdez.