Resumo do Texto “
Educação escolar de pessoas com surdez- Atendimento Educacional
Especializado em Construção” de Mirlene Ferreira Macedo Damázio
e Josimário de Paulo Ferreira.
De acordo com o texto
mencionado acima, aproximadamente há dois séculos, existe um
embate político e epistemológico entre os gestualistas e os
oralistas que acabam colocando a pessoa com surdez numa condição
desvalorizada ,inferior a dos ouvintes, centrando e responsabilizando
o sucesso ou o fracasso escolar com base na adoção de uma ou de
outra língua. No entanto ,esquecem de rever a qualidade e na
eficiência das práticas pedagógicas adotadas.
Rompemos com o
paradigma da dicotomização entre oralistas e gestualista ,visto que
não colabora para o desenvolvimento das pessoas com surdez, pois
sua atenção centra-se par a o problema da língua em si.
Partindo da
perspectiva de uma sociedade e de uma educação inclusiva, é
necessário discutir que, mais do que uma língua, as pessoas com
surdez precisam ambientes educacionais estimuladores, que desafiem o
pensamento e exercitem a sua capacidade perceptivo-cognitiva. Porém,
a aquisição da língua de sinais , de fato , não garantia de uma
aprendizagem significativa, sendo que vista por essa lógica as
crianças ouvinte não teriam problema de aproveitamento escolar, o
que deve-se analisar são as práticas pedagógicas adotadas.
Diante do
exposto, legitimamos a abordagem bilíngue e aplicamos a
obrigatoriedade dos dispositivos legais do Decreto 5.626 de 5 de
dezembro de 2005, que determina o direito de uma educação que
garanta a formação da pessoa com surdez, em que a Língua
Brasileira de Sinais e a Língua Portuguesa, preferencialmente na
sua modalidade escrita, constituam línguas de instrução, e que o
acesso às duas línguas ocorra de forma simultânea no ambiente
escolar, colaborando para o desenvolvimento de todo o processo
educativo.
Nesse contexto de
compreensão é que legitimamos a construção do Atendimento
Educacional Especializado para pessoas com surdez, instituído por
meio da Política Nacional de Educação na perspectiva Inclusiva,
que disponibiliza serviços e recursos .Esse atendimento estabelece
como ponto de partida compreensão e o reconhecimento do potencial e
das capacidades desse ser humano, vislumbrando o seu pleno
desenvolvimento e aprendizagem.
Pensando em um
trabalho voltado para eliminar as barreiras e entraves presentes no
desenvolvimento da pessoa com surdez , a autora sugere de forma
didática o trabalho do Atendimento Educacional Especializado,
envolvendo os três momentos didático-pedagógicos, que são
Atendimento Educacional Especializado em Libras, Atendimento
Educacional Especializado para o ensino da Língua Portuguesa e
Atendimento Educacional Especializado para o ensino de Libras.
O AEE para PS
de acordo com Damázio, é pensar na riqueza metodológica e de
recursos que irão auxiliar na aprendizagem desses alunos. É uma
ação voltada para o potencial natural que esses seres humanos têm
,independente da deficiência .Outro ponto de destaque nesse processo
é o fato de romper com essa confusão nas práticas pedagógicas
e nas ações e funções dos profissionais que atuam em prol da
educação das pessoas com surdez.
